domingo, 13 de julho de 2008

Carine

Car(i)ne
quase carne
não me oprime
você me exime
dos males da mente
e é como um cine
um outro mundo
pro bem do meu corpo
você é o escopo
do meu planeta
quando se achega
quando me tenta
você, suas tetas
e o seu tesouro
no meio do ouro
das suas pernas
me perco nelas
me perco ali
ou ali me acho
a cara no tacho
com nariz e tudo
enfio tudo
não faço charme
pro teu alcance
tô no teu lance
eu te devoro
eu só imploro
que não me esqueças
mas que adormeças
no meu cafôfo

Car(i)ne
quase carne
o meu alarme
é a tua vinda
é a tua vida
e se não estás
ou se não me chamas
a minha saída
será um drama
insustentável
de se viver

Maricá, 13/07/2008
Aluízio Rezende

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