sexta-feira, 27 de junho de 2008

ênclise (en-crise)

acabou-se
como se fosse
um terno usado
um vidro quebrado
leite derramado
pardal no alçapão

perdeu-se
na eterna prisão
do seu pensamento
no doce momento
de alguma ilusão

foi-se
não viu o martelo
pensou que o cutelo
fosse absolvê-lo

tê-lo
foi minha alegria
porque todo dia
havia emoção

perdê-lo
foi minha desgraça
porque tudo passa
mas o amor, não!


Rio, 27/06/2008
Aluízio Rezende

Nenhum comentário: