segunda-feira, 30 de junho de 2008

brincando de "amarelinha"

“... para muitos é difícil
abandonar o caminho da
mais abjeta tolerância,
da permissividade,
da perfídia, da devassidão,
da imundície comportamental,
da canalhice duodenal,
da estonteante oxigenação do cérebro
em busca de condutas pueris, servis,
presumivelmente infantis ...”

diante desse discurso
pesado, delimitante,
apesar de circunstante,
que mais parecia um compasso
ao descrever um círculo,
ou com o início
de um discurso profilático
que se ouviria
(a troco Deus bem sabe de quê)
num desses bancos
numa dessa igrejas
do reino de Nosso Senhor,

a menina foi com a amiga
brincar de “amarelinha”
com um monte de quadrados
que haviam traçado no chão


Rio, 28/02/2008
Aluízio Rezende

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